Genealogia da família de Leopoldino João Zimmermann e Apolônia Bornhausen

 

 

                                                  Honras aos  Senhores  Zimmermann

 

Honrado meu avô Leopoldino, que foi o pioneiro lá no Pocinho. O todo-poderoso e respeitado, um verdadeiro “ Senhor dos Engenhos”, um pioneiro, o primeiro a ter luz elétrica na região, lá pelos anos de 1925,  e olha que foi por conta própria. O “Velho Leopoldo Cima” já na época financiava os pequenos agricultores, dando-lhes sementes, garantia a compra das safras de arroz, milho, feijão, mandioca e muito mais. Adiantava dinheiro para a compra de mantimentos a todos os agricultores que o procuravam. O pagamento ele só recebia  com a entrega da safra. Criou seus doze filhos com  conforto. Os filhos eram sempre vistos com admiração, pois todos diziam: “Aquele (a) lá é filho (a) do seu Leopoldo Cima”. Era um orgulho para eles(as). 

 

Honra ao tio João, o primogênito. Cometeram com o senhor  uma tremenda  covardia, um barbarismo, assassinando-o aos 36 anos, interrompendo sua trajetória, seus planos, seus sonhos, seu amor pela “Mica”. O sonho de criar seus dez filhos, o mais novo dos quais deixou com apenas 52 dias. Tio, hoje sua família é a mais numerosa, a  que mais frutificou. O senhor, onde estiver, com certeza, se orgulha muito de seus descendentes, como se orgulham seus filhos. O senhor deve, com certeza, estar zelando por seus filhos, netos e bisnetos, e olha que são muitos.

 

Honrado meu querido tio Paulo. Pai de dezesseis filhos, meu amigo e companheiro de todos, bondoso lutador, destemido empreendedor. Amante eterno da Walburga, ela com pouca saúde, ele uma verdadeira “pedreira”. Muitas rezas com intermináveis rosários, procissões e uma bela gruta feita em sua casa. Tudo pela saúde de sua amada. Como foram bonitos seu amor e sua dedicação por sua mulher.

 

Daniel, honras a você, meu tio. Partiu muito cedo, com 34 anos, solteiro e namorador. Poucos de nós, seus sobrinhos, o conheceram, talvez só uns cinco. Foi pena, mas Deus, com certeza, sabe o que faz.

 

 

Honras ao nosso querido tio Vitório. Um casamento com poucos filhos, só o Rui e o Cezar, e poucos descendentes, a menor família, mas isso não importa. Teve uma vida muito boa com sua mulher e um número invejável de amigos. Amigos de intermináveis partidas de canastra, sempre em sua casa e com sua Hedla. Pena que no seu fim, doente, poucos amigos sobraram, talvez quando mais você precisava.

 

Pedro, não tive o privilégio de conhecê-lo muito bem, minhas lembranças suas são do tempo lá de Itajaí, já no final de sua vida. Honras e minha homenagem ao senhor. Tanto se fala de sua vida, sua juventude, seu caráter, seu amor a todos. Seus filhos sempre me dizem: “Você deveria tê-lo conhecido melhor, você ficaria encantado com ele”. Meu carinho e minha admiração ao senhor. Suas reminiscências estão sempre presentes entre nós pois sua filha, a querida Yolanda, é talvez a mais saudosa de todos.

 

Arnoldo, meu querido tio, você se foi antes de eu terminar meu, meu não, nosso livro “Nós os Zimmermann”. Ele é mais seu que meu. Foi sempre para mim uma honra compartilhar suas histórias, suas e de nossa família. Foram centenas de folhas manuscritas que o senhor mandou-me, foram também muitos desabafos. Contou suas alegrias, tristezas, decepções. Sua felicidade com o nascimento de seus filhos foi muito marcante. Das coisas que me contou - lembra-se delas? - as decepções que teve com um parente muito próximo. Essas suas confidências são só minhas. Enfim, suas histórias foram muito mais alegria que tristeza, isso foi muito bom. Só eu sei das dificuldades que terei para escrever o próximo livro sem o senhor.
 

  Toda a Honra deste mundo a você, pai “Chico”. Você foi a alegria da vida, foi a esperança de dias melhores. O companheiro meu, de meu irmão, Lilo, da Vera e da Célia. Você teve a  maior das dores,  perdeu  uma filha, a Célia. Nós sofremos muito, mas a sua dor, pai, você a levou. Honra maior é ter sido seu filho. Conviver com você foi a coisa mais importante da minha vida. Afinal, você era a vida, a razão de todos nós. Minha mãe, Júlia, com certeza, muitas vezes disse-lhe: “Pai, eu te amo muito”. “Pai”, era assim que minha mãe, carinhosamente, o chamava, lembra-se ?  Vocês viveram uma vida em comum  por mais de 50  anos. Foi uma honra conviver com vocês dois. Pai, me abençoe e me ajude a escrever este segundo livro, pois o senhor será sempre o maior nome dele.

  Jorge

 

 

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