Genealogia da família de Leopoldino João Zimmermann e Apolônia Bornhausen

 

Morador de Joinville comemora 100 anos
Com alegria, saúde e disposição, seu Paulo Zimmermann fez festa para 130 convidados
Os dois integrantes mais velhos da de Paulo Zimmermann, de Joinville, fazem aniversário nesta quinta. A festa maior é para Paulo, que completa cem anos, mas vai logo avisando:

— O mais velho aqui é o Fido, que está fazendo 105. Esse ano ele me passou.

Fido é o cão bassê, cujos quinze anos são multiplicados por sete, "como a gente deve fazer com um cachorro", ensina Paulo. Nesta quinta, cerca de 130 convidados se reúnem para a grande festa.

O bom humor e a alegria são os conselho do vovô para chegar a um século de vida com audição em dia, memória afiada e saúde invejável. Só foi operado uma vez, de apendicite, há 50 anos. Nem o Mal de Parkinson o impede de sentar à mesa e comer, sozinho, a uma fatia de bolo.

O açúcar dá energia para as voltas diárias de seu Paulo. Isso quando consegue driblar a vigilância de duas filhas e caminhar da rua Conselheiro Mafra até a Catedral, no Centro, para encontrar amigos e rever a cidade que viu se agigantar.

— Me apaixonei por Joinville desde que cheguei, e adoro tudo aqui.

Seu Paulo já foi seminarista, contador e dono de loja de móveis — uma das primeiras da cidade. A esquina das ruas Princesa Isabel com rua do Príncipe foi seu endereço de casa e de trabalho por quase 20 anos. Outra moradia foi uma chácara "de estrada ruim e difícil de chegar". Hoje, o terreno abriga a Igreja Católica do Iririú. E estrada era com ele mesmo. Ex-diretor na Prefeitura, no governo Freitag, seu Paulo foi um dos responsáveis pela expansão da rua Blumenau até a Dona Francisca.

Na estrada, sabores amargos também, como os incêndios que sua loja e casa sofreram. Como a perda de sua querida Sofia, "a mulher que passou por mim, sorriu, e olhou de novo" e virou mãe de seus sete filhos. E ainda quando, em 1938, deixou a casa dos pais, em Gaspar, onde nasceu, para vir a Joinville.

Mas seu Paulo prefere mesmo os doces. Como os que ele quer saborear ano que vem.

— No ano que vem, é meu primeiro aniversário, o número um. Quero festa que nem criança.